Dia Um.

dia 1

primeiro estremeço entre mim e esse lago abraçodoce
o peito abre e podes entrar e hesitas e o coração lateja a lágrima de suor escoa
oiço o eco hávazio e reflexo
brotam ideias brancas couveflor exurradas em fractal
poisa em mim a memória da tua doce mão que desliza e o gesto prolonga no raio de luz invisível que te segue e a minha mão que imobilizaste e em suspenso te aguarda o regresso...
não sei se quero que o fio da teia se retese e nos faça encarar a presença tãoperto do olhar que prende-e-adoça-e-vicia
que medo me faz estes estares tão próximos e as questões que se elevam na nuvem que se adensa com a idadedura de todos e tudos que se construiram em teia
quem me dera saber e sair escorreita, lunar, velada, transmutada, ao encontro de ti minhalma.

quedoceés, querotebem!

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