Novos modelos em Psicologia Escolar… ou apenas novos rótulos para velhas ideias?
Há uma pergunta que me tem incomodado com alguma persistência: será que estamos mesmo a inovar na forma como pensamos a intervenção psicológica na escola, ou estamos apenas a trocar o vocabulário para continuar a fazer mais ou menos o mesmo? Pergunto isto com alguma ironia, porque o campo está cheio de “novidades”. Programas de competências socioemocionais, educação para o bem-estar, mindfulness escolar, prevenção do burnout infantil, literacia emocional, e agora o inevitável SEL — como se finalmente tivéssemos encontrado a peça que faltava no puzzle da educação. Mas a pergunta que me ocorre, talvez menos confortável, é outra: se temos tantos modelos novos, porque é que as perguntas antigas continuam a produzir os mesmos resultados? Quando um aluno não se concentra, explicamos-lhe estratégias de atenção. Quando está ansioso, ensinamos-lhe regulação emocional. Quando se desorganiza, treinamos competências executivas. Quando não se adapta, trabalhamos competências sociais. E a escola con...