Dar Música.
Molda-te na barca do meu colo, embalado pelo lado grave do suspiro e a voz bela no limbo dos sussurros âmbar. Baila assim... fica no molde do desejo. Por mim revoga o despeito no arco do ré maior para o sol sustenido e mantém a dribla do melhor riffe ou então deixa, desleixa, e por ora enrola o caracol a pender entre a bruma dos cilios húmidos, com os dedos introspetivos. Rima e faz bis no lírico blues do marejar à flor da pele que de langor voga quente doce e de frémito alvora a memória de água e distende e forma e alterna e condensa. Tudo é teu sem pensares, não peses, frui, flui, embala assim, fica no eterno absurdo do princípio fim. Bora viver a cilintar bafos quentes a desbotar pró azul?!